No segundo Semestre de 2021, o Seminário Psicanálise e Criminologia abordará, a partir da teoria psicanalítica, Casos de Mulheres que Cometeram Crimes.

Conceitos como culpa, culpabilidade, inconsciente, recalque, gozo, assim como, as estruturas clínicas em psicanálise - neurose, psicose e perversão - serão trabalhados para discutirmos os casos.

1º Encontro - 19/08/2021

• Aula inaugural com a psicanalista Teresa da Costa

Elize Matsunaga: questões de sujeito em psicanálise

Teresa da Costa - Psicanalista, membro da Escola Letra Freudiana; doutora em Sociologia e Direito; coordenadora do Coletivo Fortaleza do Núcleo de Investigação Clínica as Psicoses e Autismo/ELF; docente do Curso de Pós-graduação em Teoria Psicanalítica  (Unileão, CE).

Referências:

Elize Matsunaga: era uma vez um crime (2021)

Documentário em 4 episódios, disponível na Netflix.

2º Encontro - 02/09/2021

Elize Matsunaga (29/11/1981), matou o marido em contexto familiar que envolvia brigas, traição, armas de fogo.  Confessou o assassinato, foi condenada e cumpre  pena na Penitenciária de Tremembé.

• Passagem ao ato:       

“Passagem ao ato é um termo oriundo da psiquiatria e significa agir, mas não um agir qualquer. Sua conotação é de um agir violento que pode culminar em agressão, suicídio, assassinato. Lacan buscou na psiquiatria a expressão “passagem ao ato”, incorporando-a ao campo da psicanálise, dando-lhe uma conotação psicanalítica.  Para ele, a passagem ao ato revela a estrutura fundamental do ato”. (FREIRE, Dercirier. Paranoia e Crime: do Direito à Psicanálise, 2015, p. 118)

 

“Esse largar de mão é o correlato essencial da passagem ao ato. Resta ainda precisar de que lado ele é visto. Ele é visto justamente do lado do sujeito. Se vocês quiserem referir-se à fórmula da fantasia, a passagem ao ato está do lado do sujeito na medida em que este aparece apagado ao máximo pela barra. O momento da passagem ao ato é o de embaraçamento maior do sujeito, com o acréscimo comportamental da emoção como distúrbio do movimento. É então que, do lugar em que se encontra – ou seja, do lugar da cena em que, como sujeito fundamentalmente historizado, só ele pode manter-se em seu status de sujeito – ele se precipita e despenca fora de cena.” (LACAN, Jacques. Seminário, Livro 10, A angústia. 1962-1963/2005, p. 129)

Referências:

 

Dercirier FREIRE

(2015) Paranoia e Crime: do Direito à Psicanálise. Rio de Janeiro: Lumen juris.

 

Elize Matsunaga: era uma vez um crime (2021) 

Documentário em 4 episódios, disponível na  Netflix. 

 

Jacques LACAN 

(1950) Introdução teórica às funções da psicanálise em criminologia. In: Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 127-151. 

(1950) Premissas a todo desenvolvimento possível da criminologia. In: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 127-131. 

(1955-1956) O Seminário, livro 10: a angústia. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. 

 

Jean-Claude MALEVAL  

(2009) Sobre a fantasia no sujeito psicótico: de sua carência e seus substitutos. In:  A soberania da clínica na psicopatologia do cotidiano. BESSET, Vera Lopes & CARNEIRO, Henrique Figueiredo (Orgs) Rio de Janeiro: Garamond,  p.13-44. 

3º Encontro - 16/09/2021

Nannie Doss, a Vovó Sorriso(1905-1965), foi uma assassina em série norte-americana que matou maridos, a mãe, a irmã, o neto e a nora entre os anos de 1927 e 1954. Foi chamada de "Viúva Negra", "Lady Barba Azul", "Assassina dos corações solitários".

4º Encontro - 30/09/2021

Nannie Doss, a Vovó Sorriso(1905-1965), foi uma assassina em série norte-americana que matou maridos, a mãe, a irmã, o neto e a nora entre os anos de 1927 e 1954. Foi chamada de "Viúva Negra", "Lady Barba Azul", "Assassina dos corações solitários".

5º Encontro - 14/10/2021

Aileen Wuornos, (29/02/1956 - 09/10/2002), assassina em série dos Estados Unidos, foi condenada à morte por sete assassinatos entre 1989 e 1990. Wuornos era prostituta e afirmou que agiu em legítima defesa ao se proteger quando os clientes tentaram estuprá-la.

6º Encontro - 28/10/2021

Aileen Wuornos, (29/02/1956 - 09/10/2002), assassina em série dos Estados Unidos, foi condenada à morte por sete assassinatos entre 1989 e 1990. Wuornos era prostituta e afirmou que agiu em legítima defesa ao se proteger quando os clientes tentaram estuprá-la.

7º Encontro - 11/11/2021

Neyde Maria Maia Lopes (02/03/1937) sequestrou e matou uma menina de 4 anos. O crime aconteceu em 30 de junho de 1960, no Rio de Janeiro. Neyde ficou conhecida como “Fera da Penha”.

8º Encontro - 25/11/2021

Neyde Maria Maia Lopes (02/03/1937) sequestrou e matou uma menina de 4 anos. O crime aconteceu em 30 de junho de 1960, no Rio de Janeiro. Neyde ficou conhecida como “Fera da Penha”.